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	<title>Contos Insanos</title>
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	<pubDate>Tue, 19 Sep 2006 03:21:12 +0000</pubDate>
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		<title>A mulher que não sonhava</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Sep 2006 03:21:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vini4050</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Alguma vez em sua vida, em qualquer manh&#227;, j&#225; parou para pensar na (des) import&#226;ncia do sonhar? Leituras diferentes s&#227;o feitos sobre esse fen&#244;meno perturbador e desej&#225;vel o qual julgo ser genuinamente &#8220;humano&#8221;(se ainda o somos).Desde os mais antigos que acreditava em um contato c&#243;smico at&#233; o austr&#237;aco observador que,sentados em restaurantes, descobriu-se pai de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguma vez em sua vida, em qualquer manh&atilde;, j&aacute; parou para pensar na (des) import&acirc;ncia do sonhar? Leituras diferentes s&atilde;o feitos sobre esse fen&ocirc;meno perturbador e desej&aacute;vel o qual julgo ser genuinamente &ldquo;humano&rdquo;(se ainda o somos).Desde os mais antigos que acreditava em um contato c&oacute;smico at&eacute; o austr&iacute;aco observador que,sentados em restaurantes, descobriu-se pai de algo que colaborou cientificamente para as ci&ecirc;ncias humanas. <br />Perder&iacute;amos, talvez, nossas esperan&ccedil;as, for&ccedil;as, expectativas se n&atilde;o possu&iacute;ssemos esse sonhar, digo-lhe sobre o sonhar inconscientemente. Sonhar este que Nayara n&atilde;o teve consci&ecirc;ncia, ou melhor, inconsci&ecirc;ncia em uma madrugada tranq&uuml;ila,como todas as outras a qual essa mulher indigna de ter esse g&ecirc;nero vivia todos os dias.Uma noite sem o sonhar.Normal.N&atilde;o s&atilde;o todas as noites que nos lembramos que sonhamos, mas e quando sabemos que n&atilde;o soubemos sonhar? <br />-Um vazio-respira Nayara <br />Seu corpo magricelo, nada sensual,atraente,apenas uma pele com uma cor feia e cinza que encobre ossos.Completamente suado sobre uma cama de casal que nunca havia sido uma verdadeira cama de casal.&Eacute; como um casamento piedoso: dura anos, d&eacute;cadas,mas nunca foi um casa(l)mento. <br />-Um copo de leite, uma televis&atilde;o tediosa e&#8230;.pronto volto a dormir e dessa vez sonhar em qualquer coisa. <br />-N&atilde;o posso pensar que tenho ins&ocirc;nia,pois tenho sono,mas&#8230;&#8230; </p>
<p>Nayara se d&aacute; conta de que n&atilde;o &eacute; capaz de ter certeza de que algo imposs&iacute;vel possa acontecer em sua vida.Assustador de in&iacute;cio,mas uma raio de luz resolveria isso. <br />Sete horas. <br />Um novo sono. <br />O mesmo falecer do sonhar <br />Ru&iacute;do na rua e na mente obl&iacute;qua de Nayara. </p>
<p>-Para que acordar?Para um futuro incerto se nem ao menos eu quero ser algo? </p>
<p>Oito horas. <br />Uma pequena mesa com p&atilde;es duros. <br />Talheres cobertos por formigas. <br />Restos de comidas da noite passada que nem havia terminada, pois <br />O sonhar n&atilde;o tinha existido. Para ter fome n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio desejar comer, mas. <br />Sentir fome, e isso nossa magricela hero&iacute;na tinha naquele momento. </p>
<p>Os quinze minutos matinais se passam ritualmente bem, contudo uma coisa faz com que ela pense(como isso &eacute; doloroso!): &ldquo;O que est&aacute; por tr&aacute;s daquela porta&rdquo;? Nayara n&atilde;o queria explica&ccedil;&otilde;es herm&eacute;ticas fenomenol&oacute;gicas ou filos&oacute;ficas, somente saber como sair, abrir a porta.Algo simples,n&atilde;o?Mas para que faz&ecirc;-lo se quando nos movimentamos para ir a nossas portas estamos em busca de algo, querendo fazer algo e quando n&atilde;o se quer, por qu&ecirc; faze-lo? <br />Ao atravessar aquela pequena sala,se encostar na porta,abri-la e sair dela Nayara agiria como uma m&aacute;quina de produ&ccedil;&atilde;o: ser ligada, receber a carga e trabalhar, ao fim da noite, desligada, sem carga, retornar ao repouso e espera um novo dia.Esperar um novo dia, como uma m&aacute;quina,todavia&#8230;&#8230;.. prosopopeiamente a m&aacute;quina faz isso e &ldquo;eu um ser humano com todos os meus atributos n&atilde;o tenho esse direito?&rdquo; <br />J&aacute; havia passado o hor&aacute;rio de trabalho, ainda nem havia escovado os dentes, o corpo seco apenas estava ereto por obriga&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o havia o que fazer, pois n&atilde;o podia, ou melhor, porque n&atilde;o p&ocirc;de sonhar. Seria o sonho de grande import&acirc;ncia para o nosso caminhar no tempo da vida ou apenas imagens geradas por uma ininterrupta m&aacute;quina aloja na nossa cabe&ccedil;a? <br />Nayara n&atilde;o cogitava isso tudo. Esse tudo s&atilde;o apenas reflex&otilde;es do deus dessa hist&oacute;ria, se ele existe ou se existiu agora que foi dito que existe. O certo &eacute; que a nossa hero&iacute;na apenas olhava para um livro, talvez o livro. <br />-Por que eu n&atilde;o posso abrir a porta e viver e se eu n&atilde;o possa fazer isso, por que aquele livro que nem nome tem me perturba tanto? Eu nunca acreditei quando me diziam que o homem sem um sonhar apenas existe, mas eu acho que agora posso levar isso a s&eacute;rio. <br />&#8230;&#8230;&#8230; <br />&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <br />Depois de tr&ecirc;s horas na mesma sala, no mesmo sof&aacute;, com o mesmo perturbador olhar, Nayara ergue-se, abre o livro.Abre-o e o v&ecirc; como a sua mente, como a sua vida naquele fat&iacute;dico peda&ccedil;o de dia.As folhas de anota&ccedil;&otilde;es do escrit&oacute;rio voam pela sala.Nayara se esqueceu de fechar a janela.&Agrave; noite, no quinto andar, venta muito.Esqueceu-se de fechar.Ent&atilde;o com o livro, o mesmo livro ele escreve as suas primeiras linhas e logo ap&oacute;s a janela se fecha, a sala escurece,o silencia se faz e essa pequena hist&oacute;ria termina. </p>
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		<title>Lembranças sobre um corpo</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Sep 2006 19:24:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vini4050</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Aquele corpo l&#226;nguido, mole e im&#243;vel repousante sob aquela cama me fez lembrar das silenciosas e nadificantes &#225;rvores do parque da cidade. N&#227;o parecia que esse mesmo corpo tivesse sido capaz de me fazer mudar totalmente a m&#225;xima feminina que diz que todos os homens s&#227;o iguais. Alisando as suas longas tran&#231;as que cobrem totalmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquele corpo l&acirc;nguido, mole e im&oacute;vel repousante sob aquela cama me fez lembrar das silenciosas e nadificantes &aacute;rvores do parque da cidade. N&atilde;o parecia que esse mesmo corpo tivesse sido capaz de me fazer mudar totalmente a m&aacute;xima feminina que diz que todos os homens s&atilde;o iguais. <br />Alisando as suas longas tran&ccedil;as que cobrem totalmente a sua negra nuca, S&ocirc;nia observava o homem que durante toda a vida lhe foi fiel. <br />-Fiel?-pensava ela <br />Como pude e ainda posso acreditar nisso. Ser&aacute; que tenho piedade ou &eacute; a sinceridade que eu n&atilde;o aceito engolir? Isso que ocupa essa leve e consistente cama n&atilde;o foi igual para mim. Ele, sem abstra&ccedil;&atilde;o, desiagualdou minha vida. Deixou-a diferente, contudo simples e necess&aacute;ria como um copo d&rsquo;&aacute;gua. <br />Eu n&atilde;o me lembro muito bem a primeira vez em que ele me disse que me amava sinceramente. Nenhuma mulher lembra. Finge saber e torna isso uma coisa sagrada para os homens, estes bobos como s&atilde;o acreditam nisso, afinal n&atilde;o sabem serem c&iacute;nicos como n&oacute;s mulheres. <br />Digo isso, pois somente a mulher &eacute; capaz de passar cinco anos com um homem, como eu passei, dizendo-lhe que sente orgasmos m&uacute;ltiplos quando na verdade m&uacute;ltiplos s&atilde;o os seus amantes. <br />Tive muitos, mas somente um soube me fazer compreender porqu&ecirc; o homem &eacute; um mal necess&aacute;rio.S&atilde;o bobos, fr&aacute;geis, mas n&atilde;o iguais. Talvez a explica&ccedil;&atilde;o para essa lenda seja de que n&oacute;s, mulheres, que tentamos os tornam iguais, pois sempre esperamos, inutilmente, que eles do alto de sua estupidez e virilidade peniana seja capaz de compreender o emaranhado pensamento feminino a qual um dia diz que um belo vestido vermelho com uma bolsa rosa &eacute; uma coisa fant&aacute;stica, mas no outro dia j&aacute; acha aquilo muito brega. <br />Assim foi com o meu &uacute;nico marido. Em um eterno dia de cinco anos eu pensei que ele era a combina&ccedil;&atilde;o perfeita para a minha vida. S&oacute; no outro dia, ou melhor, em uma longa noite de setembro no cais da suja-bela Ribeira, eu pude perceber que a situa&ccedil;&atilde;o faz o ladr&atilde;o. <br />Naquela tarde, S&ocirc;nia teve quase que uma s&iacute;ncope onto-psicol&oacute;gica,n&atilde;o parecia situar-se em uma sala de hospital,mas em um plano estranho existencial onde tudo lhe vinha n&iacute;tido na mente.As dores, os piedosos beijos, os ardentes corpos, tudo isso foi revivido. O resto de sua vida, os olhos negros observavam com certa melancolia. <br />&Eacute; fant&aacute;stico como n&atilde;o podemos considerar que anos sejam sin&ocirc;nimos de sabedoria, seguran&ccedil;a. Como ele, com sua barba por fazer, voz rouca, p&ocirc;de fazer em uma longa noite o que eu n&atilde;o soube encontrar em anos. Soube que simplesmente eu era a mulher S&ocirc;nia, a menina S&ocirc;nia. <br />N&atilde;o quis ser uma Emma &agrave; brasileira, n&atilde;o pensei muito, FIZ. Uma semana j&aacute; est&aacute;vamos morando em um pequeno apartamento. Os cinco meses que aquele mesmo corpo que agora agonizava soube me dizer o que &eacute; ser mulher,eu&#8230;&#8230; passei a viver mais como n&oacute;s e minha subversiva exist&ecirc;ncia p&ocirc;de enfim ser compartilhada. <br />Indel&eacute;veis &eacute; a palavra perfeita para dizer sobre esses dias, lembro-me nitidamente de todos eles.Dos len&ccedil;&oacute;is que foram testemunha do nosso amor, &agrave;s pessoas que nos julgaram loucos, por querer destruir nosso t&eacute;dio. Mesmo que esse corpo que me amou chegue ao limite existencial , essa linda ferida que ele me deixou, n&atilde;o sumir&aacute;,ela me deixou mais bela, mulher e menos prudente. <br />Havia passado dois que S&ocirc;nia aguardava pela voz daquele que a tornou imprudente.N&atilde;o p&ocirc;de ouvi-la.Quando, de madrugada, acordou devido ao barulho da janela, viu que o s&iacute;mbolo de seu despertar venusiano tinha partido e com ele o seu mapa sentimental. </p>
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		<title>une lettre de Rien pour toi</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Mar 2006 20:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vini4050</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[17, October, 2000

J&#8217;ai une chose putrefate qui me ronge il y a cinq ans. Ma cynique-heureuse existence n&#8217;a pas su&#160; r&#233;sister &#224; cette chose. Mon cynisme d&#8217;&#234;tre hereux, de tromper les gens et &#224; moi-m&#234;me des que je dis que je suis heureux et qu&#8217;il y a f&#233;licit&#233;, il est &#233;t&#233; all&#233;.
Je crois que tout [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>17, October, 2000</em></p>
<p><em></em></p>
<p><em>J&#8217;ai une chose putrefate qui me ronge il y a cinq ans. Ma cynique-heureuse existence n&#8217;a pas su&nbsp; r&eacute;sister &agrave; cette chose. Mon cynisme d&#8217;&ecirc;tre hereux, de tromper les gens et &agrave; moi-m&ecirc;me des que je dis que je suis heureux et qu&#8217;il y a f&eacute;licit&eacute;, il est &eacute;t&eacute; all&eacute;.</em></p>
<p><em>Je crois que tout le monde arrive au ridicule point de dire &quot;je t&#8217;aime&quot; &agrave; une personne simplement &agrave; cause du fait de ne supporter plus l&#8217;ennuyante existence tout seule et, donc, avec la finnalit&eacute; de ne pas prendre un couteau et dilac&eacute;rer&nbsp;son cou, on pr&eacute;f&eacute;re copartager nos bruits existenciels avec une autre personnne. Dans le final, tout le monde est une&nbsp;putaine dissimul&eacute; par une morale encore plus putrefate et sans pudeur.</em></p>
<p><em>J&#8217;ai rage, naus&eacute;e de moi m&ecirc;me, des que cette que me d&eacute;chire a chaque seconde fut contract&eacute; par une m&egrave;re putain foguese et, le pire, laide. jusqu&#8217;au jour d&#8217;hui je ne me rapp&egrave;le pas comment je me suis all&eacute; me coucher avec cette femme. Apr&egrave;s sept ans de cette maudite baise, j&#8217;ai d&eacute;cid&eacute; d&#8217;&eacute;crire cette lettre. Je n&#8217;ai p quand m&ecirc;me sentir plaisir avec cette vagabonde de coin que mes amis m&#8217;ont offre comme cadeau par mon anniversaire. Quel cadeau! Quelle disgrace de cadeau!</em></p>
<p><em>Ma vie est &eacute;t&eacute; toujours une fosse qui, avant de commencer &agrave; &eacute;crire cette lettre, je ne savais pas au moins d&#8217;o&ugrave; viendrait la merde qui a la fait comme &ccedil;a.</em></p>
<p><em>Je ne suis pas quelque connard ou faible &agrave; point de prend une arme et d&eacute;truir mon cerveau privilegi&eacute;. j&#8217;ai d&eacute;cid&eacute; `a chercher la vrai motivation, l&#8217;origine de cette fosse. Apr&egrave;s dixhuit mois, j&#8217;ai d&eacute;couvri le fact que l&#8217;origine n&#8217;&eacute;tait pas la laide putaine qui ne su pas au moins me donner le plaisir. La vraie culp&eacute;e est cette faute qui maintenaint est &eacute;tir&eacute;e sous un tapis fait de son propre sang. Elle est la culp&eacute;e de m&#8217;avoir cusp&eacute; dans cette monotonne et absurde existence. Mon &ecirc;tre cynique, hypocrite et hedoniste est venu d&#8217;une baise bien donn&eacute;e dans un camions de quelqu&#8217;un qui &eacute;tiait en train de passer par notre ville. Il fait deux ans que je sais &ccedil;a. Ma ville se trouve proche d&#8217;une ro&ucirc;te tr&egrave;s lameuse et plein de trous que je ne sais pas comment elle encore supporte la passage des voitures et camions principalement.</em></p>
<p><em>C&#8217;est bizarre savoir que cette fosse existenciel, cette monotonne ontologique advient&nbsp; d&#8217;un plaisir de second cat&eacute;gorie.. comme peut &ecirc;tre tellement contraditoire notre vie.</em></p>
<p><em>Mais maintenant &ccedil;a n&#8217;est pas important, son sang est d&eacute;j&agrave; coul&eacute; par toute la salle. C&#8217;est fantastique comme un m&egrave;r d&eacute;chireur de chair peut faire avec nous, avec notre orgueil, avec notre morale, avec nos croyances ( si c&#8217;est vrai qu&#8217;il y a quelq&#8217;un qui les a). Il simplement fait tout se r&eacute;duir &agrave; rien.</em></p>
<p><em>Je n&#8217;ai plus du temps, peut&ecirc;tre quand on aurait d&eacute;couvert cette lettre, le corp sera d&eacute;j&agrave; avec un mauvais odeur. &Ccedil;a n&#8217;importe pas, je serais sorti par laquuelle porte et, &agrave; aprtir de cet instant l&aacute;, je chercherai une autre personne pour pouvoir copartager notre pusillannime et asphyxiante vie.</em></p>
<p><em></em></p>
<p><em></em></p>
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